O plano para a Arena Itapema sair de 100 para 200 alunos em 60 dias.
Diagnóstico, playbook e execução desenhados pela Falcão Mídia para o time da Arena. Sem volume vazio, sem dependência de tráfego pago, sem contratação extra. O motor é o time que já existe, operando com método.
Os 3 gargalos que identifiquei na operação atual.
Depois de analisar a rotina do time, as conversas no Instagram, a aula experimental e a etapa de fechamento, ficou claro que o problema não é o plano de captação. O problema é que três etapas do funil estão genéricas demais e perdem o lead exatamente nos pontos em que ele está mais quente.
DM genérica não vende.
A primeira mensagem hoje pede engajamento, não desperta imaginação. Quem recebe não responde porque não sente que aquilo é sobre ela. Volume alto, retorno baixo, ninguém culpado, só método errado.
Etapa: Contato → ConversaAula experimental sem padrão.
Cada professor entrega uma experiência diferente. Sem padrão replicável, o resultado oscila entre “saiu encantada” e “saiu cansada”. A aula precisa ser um roteiro de encantamento, não improviso técnico.
Etapa: Experiência → EncantamentoFechamento passivo.
Depois da aula, o aluno recebe “qualquer dúvida me chama”. Quem não fecha na hora cai. Muito. O time não está assumindo a venda, está pedindo permissão. O script precisa virar o jogo.
Etapa: Encantamento → FechamentoCaptar 200 alunos é uma sequência de 7 etapas, não uma corrida por volume.
Cada etapa tem uma meta diária, um responsável e um critério de passagem. Quando uma etapa falha, fica óbvio onde corrigir, em vez de culpar “o tráfego” ou “o engajamento”. É previsibilidade, não sorte.
A DM que abre conversa em 4 toques (e por que o gratuito vem só no terceiro).
A regra é não queimar o “convite gratuito” na primeira mensagem. Quando se entrega cedo demais, vira esmola. Quando se entrega no momento certo, vira presente. A sequência abaixo foi desenhada para gerar resposta natural, qualificar o interesse e fechar com escolha de horário, sem soar comercial.
Me conta uma coisa rápida… você já se imaginou praticando um esporte na praia, conhecendo pessoas novas e ainda se divertindo de verdade?
E o mais legal: mesmo quem nunca jogou já sai jogando na primeira aula.
Se eu te convidar pra vir conhecer, você toparia?
Normalmente ela é paga, mas estou liberando alguns convites essa semana 🎁
Quer que eu veja um horário pra você?
• Segunda 18h
• Quarta 18h
• Sexta 19h
Qual você consegue vir?
A aula tem que ser sempre igual. Sempre. Por isso virei um roteiro de 6 passos.
Quando cada professor entrega uma experiência diferente, o resultado oscila. Quando o time inteiro segue o mesmo roteiro, a percepção da aluna fica previsível: chegou tímida, saiu jogando, com foto e bola na mão. É isso que vende a próxima conversa.
Recepção: primeiro impacto
Chamar pelo nome desde a entrada. Energia alta. Apresentação rápida do ambiente. Sem fila, sem espera, sem confusão.
“Hoje você vai sair jogando, pode confiar 😄”
Primeiro contato com sucesso
Bola fácil, distância curta, garantir o acerto rápido nos primeiros minutos. O cérebro libera dopamina, a aluna sente que consegue, a confiança vira motor para o restante da aula.
Evolução rápida
Troca de bola simples, exercícios em dupla, aproximação progressiva da rede. Sem pular etapa, sem desafio que frustre.
Momento social
Fazer rir, conectar com outras alunas que estão na arena. A conexão social pesa tanto quanto a técnica. Beach tennis se sustenta na comunidade, não no jogo isolado.
Sensação de treino
Leve intensidade. Suar um pouco. Sair com a sensação de “fiz exercício de verdade”, não com a sensação de cansaço que afasta.
Final com experiência
Entrega da bola usada com a data escrita. Foto e vídeo dela jogando, post marcando o @ dela. Reforço positivo verbal. A aula vira evento, não treino.
“Olha isso… sua primeira aula já jogando assim 👏”
Quem encanta e não fecha na hora, perde. Por isso o script assume a venda, não pede permissão.
Logo depois do “Final com experiência” da aula, o time aplica este script. Não é decoreba, é direção. A pergunta inicial qualifica intenção; a sequência afirmativa transforma intenção em matrícula.
“Me fala com sinceridade… você se viu jogando aqui com a gente?”
“Então já vamos fazer o seguinte: eu tenho vaga em uma turma que encaixa muito no seu perfil. Quer começar já essa semana ou na próxima?”
Por que funciona
A pergunta da sinceridade desarma a defesa, força a aluna a se enxergar no produto. Se o “sim” vem, o time não pergunta “quer fechar?”, assume que a próxima pergunta é “quando começar?”.
A escolha entre “essa semana” e “na próxima” elimina o “vou pensar”. É a mesma técnica de qualquer venda consultiva: você reduz a decisão para algo executável.
Tráfego pago traz gente. Mas quem converte é a experiência + fechamento ativo. Por isso o plano não depende de orçamento de mídia para funcionar.
Cada pessoa do time bate uma meta diária. Junto, fecha 60+ alunos por mês.
Cada métrica é registrada num quadro diário compartilhado. O time vê o próprio número, o gestor vê o do time. Sem isso, o ciclo “DM → conversa → agendamento → presença → fechamento” vira fofoca de bastidor, nunca processo gerenciável.